sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Metro : sexta.30.Novembro.2007

Bon Iver: Form Emma, Forever Ago
"For Emma"

o álbum inteiro em stream: aqui
download mp3: "Skinny Love"
edição oficial pela Jagjugwar a 19.Fev.2008




Efterklang: Parade
s
"Mirador"
"Him Poe Poe"
"Caravan"



Goldmund: Two Point Discrimination

"From"

"Light"
download mp3: "Leading"
download mp3: "one."




Winter Family
: Winter Family

"Salted Slug"
"Garden"




por Pedro Arinto e Inês Patrão

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Un soir Boulevard Voltaire

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Mais do que um álbum, Favourite songs é um roteiro. Um mapa traçado pela mão de Vincent Delerm, que nos reconduz ao passado da chanson, confrontando esse distante legado com os trabalhos de alguns dos seus contemporâneos. No palco do La Cigale de Paris, não se cruzam apenas nomes ou referências; nele o próprio tempo descreve uma curva, dando lugar à partilha e à memória.



Memória essa que remonta aos anos 60, implícita na presença em palco de Georges Moustaki, autor, compositor e intérprete, hoje nos últimos anos da sua vida. Uma recordação distante de alguém que se fez acompanhar por Edith Piaf, e que até aos dias de hoje não mais parou de escrever e de compor. Nesta mesma noite, Georges Moustaki haveria de regressar ao palco para um tributo final do público parisiense, interpretando, ainda na companhia de Delerm, As águas de Março, num português agradavelmente imperceptível.



Num banco de jardim reúnem-se então a Delerm duas figuras. A de um renovado Renaud, nome maior da chanson na década de 70, hoje a promover o seu mais recente álbum editado pela Tôt ou Tard, pela qual assina também Delerm, e a figura de Bénabar, seguramente um dos responsáveis pelo revivalismo da obra de Brel, em França. O tema, da autoria de Renaud, chama-se Cent ans, e claro está, apresenta-nos uma personagem envelhecida, que de um banco de jardim lamenta a vida que se esgota ao ritmo de cada folha que cai. À semelhança de Godinho, também ele se rodeou de músicos jovens, assumindo desta forma um natural upgrade nas estruturas e nos arranjos dos seus temas. De uma escrita bastante cínica e interpretação expressiva, Renaud assiste hoje à sua redescoberta por um público francês mais jovem e entusiasta.



Pisam de seguida o palco Alain Chamfort e Cali. Segue-se então a revisita a Rose Kennedy, álbum maior da chanson actual, primeiro trabalho de Benjamin Biolay, em palco pela primeira vez, na companhia do outro nome que com ele ombreia, numa prolífera criação músical que nos tem oferecido, em tão poucos anos, faixas como Les cerfs volants. Cruzam-se as duas vozes mais emblemáticas da sua geração. E por momentos esquecemos outros trabalhos como Négatif, Home e Trash yé yé, face à injustiça de escolher apenas uma faixa da vasta obra de Biolay.

Love is a traveller on the river of no return...




E após o reencontro com a actriz Irène Jacob, chega um verdadeiro actor, autor e performer, de seu nome Phillipe Katerine. Segurando um frango cuidadosamente depenado, cozinhado e etiquetado, chama a si a interpretação exclusiva de Poulet nº 728120, uma ironia tremenda ao frio consumismo do nosso tempo, no qual alguém estranhamente se apaixona por um frango que lhe é vendido numa grande superfície, um frango indiferenciado, apenas um número entre tantos outros.

Mais tarde, entra em palco a única voz não francófona. Do alto do seu metro e sessenta, Neil Hannon (ou melhor, Nil Hánon) denuncia a sua extrema dificuldade em cantar em francês. Curiosamente, o poema que ambos interpretam, intitulado Favourite song, prende-se exactamente com tudo o que se perde na tradução, tornando ainda mais embaraçosos os repetidos erros de Neil Hannon, que não se coíbe a por várias vezes se lamentar com um muito britânico: Shit!



J'ai ecouté toute ce chanson française
Mais je ne savais pas ce qu'est une Javanaise
Un Poinçonneur de lilas... Ça veux dire quoi?

Studied the booklet in search for a song
Made up a meaning for every line
A four letter word... L.O.V.E.

Une poupée de cire... Qu'es-ce que ça voulait dire?



Muitos outros nomes passam pelo palco do La Cigalle de Paris (Mathieu Boogaerts, Helena Noguerra, Franck Monnet, Jeanne Cherhal e Albin de la Simone), mas é o final da noite que encerra o momento mais vibrante deste álbum. Nele toda a dimensão cinematográfica das composições de Delerm é revista, ao ser convocada a figura de Alain Souchon para juntos interpretarem Y a d'la rumba dans l'air. Este último, um dos nomes maiores da música francesa, dividiu sempre este percurso com o cinema, tendo sido o responsável pela música de filmes de François Truffaut, e protagonizado mesmo algumas personagens, como em L'amour en fuite. A influência de Alain Souchon na obra de Delerm é inegável, sendo que as composições deste último são também elas uma porta de entrada para a descoberta de Alain Souchon.

Ao longo de todo o álbum, porém, um nome permanece em palco. Ao seu piano, rodeado do genial trompetista Ibrahim Maalouf, de um grande percussionista chamado Nicolas Mathuriau, e de outros músicos de assinalável engenho, Vincent Delerm prova hoje ser um nome aglutinador e determinante para a música francesa. Um nome que certamente daqui a muitos anos pertencerá à memória colectiva de todo um público francófono, que o tributará novamente no La Cigalle.


Metro realizado por Pedro Sousa e Carla Lopes



sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Metro : sexta.16.novembro.2007

Devendra Banhart: Smokey Rolls Down Thunder Canyon
"Cristobal (with Gael García Bernal)"
"Rosa (with Rodrigo Amarante)"
"My Dearest Friend"
download mp3: "Seahorse"



Grizzly Bear: Friend EP
"Plans (covered by Band of Horses)"
"He Hit Me"
download mp3: "Alligator (Choir Version)"





Sigur Rós: Hvarf-Heim
"Hljómalind"
(do EP Hvarf)





Sigur Rós: Hvarf-Heim
"Vaka"
(do EP Heim)



por Inês Patrão e João Terêncio

[este programa repete Qua.21.Nov: 7h]

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

I was born a world ago

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Todas as noites, a cidade de Los Angeles acolhe uma diversidade de músicos que procuram ver o seu trabalho reconhecido pelo exigente público californiano. Seja no palco do mítico Troubador, ou na mais anónima das salas, qualquer singer songwriter pretende, acima de tudo, que as suas composições possam transportar algo que lhes confira um traço diferenciado, a sua própria marca d'água. Daí que quando se tem uma voz que se confunde de imediato com nomes como Rufus Wainwright ou Richard Swift. Quando uma primeira faixa antecipa desde logo a nostalgia latente que percorre uma outra LA, perdida nos tempos. Quando tudo isto é assumido pelo seu autor, então deparamo-nos com mais um lugar comum. Daí que a única fuga resida na escrita e na qualidade da sua interpretação. Componentes estas determinantes em Catch the brass ring, primeiro longa duração do ainda praticamente desconhecido Ferraby Lionheart.



A primeira faixa do álbum, Un ballo della Luna, parece ter sido gravada para um velho transistor da década de 30, através do qual a voz de Ferraby persegue alguns acordes que se repetem ao longo de pouco mais de um minuto e meio. Trata-se seguramente de um dos mais inspirados intros para um álbum desta natureza, não só pela beleza e simplicidade que encerra, mas também pela convocação de um imaginário de storytelling, comum a todas as faixas. É desta forma que em Vermont Avenue acompanhamos o dia de um trovador urbano que, numa esquina da velha LA, ainda escolhe viver o romantismo das poucas moedas que caem aos seus pés (We don't have a dime between us / We can make a meal of dust / Everybody works someday / But we'll beg and borrow...).



É pois uma cidade esquecida aquela que Ferraby canta ao longo de Catch the brass ring. A LA glamorosa da década de 40, de Harry Nilson e Judy Garland, de um pôr do sol dourado reflectido nos seus passeios. Uma cidade que consegue recuperar em faixas como The car maker, construída sobre elegantes arranjos que escondem a frustração de uma personagem que procura uma fuga da dependência em que vive, de um emprego que lhe garante a subsistência mas não a sua realização pessoal. É pois uma cidade de contradições a que Ferraby Lionheart canta em Catch the brass ring, na qual as suas personagens ora caminham por um lamento bucólico e distante, ora acordam para um optimismo que procuram agarrar entre as mãos (You can be high / You can be low / Under a tree, over the world / I still believe there's time to live before we're dead...).



Nas últimas semanas este rapaz não tem saído do meu moderno transistor. A Carla acha que alguém que se chama Ferraby Lionheart só poderia fazer algo de muito bom. Eu concordo com ela. The boy's starshaped.



Autoria de Pedro Sousa e Carla Lopes

sábado, 10 de novembro de 2007

Annie one i love



St. Vincent Marry me


Sobre a Annie Clark desejo apenas escrever algo frágil. Algo que resgate esta Marry me da penumbra daquele quarto parisiense no qual se esconde. Que reponha entre a pontuação os seus silêncios. Encerrando em cada palavra o despojamento que encontramos na sua voz. Perpetuando na escrita cada acorde. Cada pormenor que faz dela uma habitual e nocturna companhia. De corpo frágil. Guitarra desalinhada. Algo que me denuncie.



St. Vincent Paris is burning

While Jesus is saving i'm spending all my days, in backgrounds and landscapes with the languages of saints. While people are spending like toys in Christmas Day, and inside a still life with the other absentee. You go my love, the stage is waiting. Be the one to save my saving grace.

Pedro Sousa.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

De uma miserável ausência por que passámos

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O jornalista britânico Jon Savage afirma que a dinâmica da chamada música independente obedece a um movimento pendular entre os dois lados do Atlântico. Daí que a deriva yankee que marcou as últimas duas edições do Metro venha denunciar, mais uma vez, de que lado encontramos esse pêndulo. De tal forma que têm sido escassas as oportunidades de deixarmos o vasto território norte americano, tal a consecutiva emergência de nomes na área da indie pop e da indie folk...



Os quarteirões nova iorquinos que assistiram à Grande Depressão de 1929 são os mesmos que acolhem nos dias de hoje uma das mais contagiantes bandas desta cidade. Quarteto fundado por Ezra Koenig, os Vampire Weekend procuram fugir à habitual estética rock da maioria dos nomes oriundos da big apple. Ao contrário dos Interpol, The Strokes e de tantos outros, cujo imaginário nos transporta para o interior do CBGB na ida década de 70, este projecto (à semelhança dos Bishop Allen) convoca as raízes multiculturais de uma cidade que hoje se exprime numa diversidade de idiomas. As suas coordenadas encontramo-las nos álbuns de David Byrne e de Paul Simon, e na contínua utilização que estes dois autores fizeram de elementos africanos, tendo esse legado sido recuperado por Ezra Koenig. Em faixas como Cape Cod kwassa kwassa e One, a secção rítmica demarca-os dos seus pares, remetendo-nos para o afrobeat ou para os territórios de Graceland. Em The kids don't stand a chance, cumpre-se a síntese perfeita entre a elegante chamber pop de Stephen Merritt ou Neil Hannon e aquelas paragens mais remotas.



Quando instado pela imprensa norte americana a catalogar a sonoridade dos Vampire Weekend, Ezra socorre-se muitas vezes da etiqueta Upper West Side Soweto, na qual convergem dois bairros tão distantes na sua geografia como na sua natureza social. Esta aparente contradição funde-se ao longo da dezena de faixas que constitui este primeiro trabalho, e em particular na lírica de temas como Cape Cod kwassa kwassa («As a young girl / Louis Vouitton / With your mother on a summer lawn / As a sophomore / reggaeton...») que nos fazem redescobrir, vinte anos depois, as fronteiras de Graceland...



E se em apartamentos do campus universitário de Columbia se escuta avidamente Fela Kuti ou David Byrne, já em outra parte desta cidade, seguramente bem mais fria, um desconhecido a quem chamam apenas Brent, descreve em despojadas composições, instrumentais ou pontuadas por vocalizações frágeis e sumidas, o momento em que acordamos, abrimos os olhos, e obrigamos o nosso corpo a um primeiro movimento. É desta forma que as descreve, sob a assinatura Shh...This is a library. Como que se tratasse de um mero suspiro que pretende ser escutado apenas por alguns. Talvez os mesmos que adquiriram as 50 cópias deste primeiro trabalho. Cada uma delas ostentando uma diferente ilustração. Todas elas gravadas num four tracker. No quarto de Brent. Trazem consigo também uma saqueta de chá, para saborearmos a sua audição. Consegue-se estar mais próximo de quem nos escuta?

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Esta proximidade entre o remetente e o destinatário é uma das maiores forças da etiqueta indie. O despojamento, por vezes técnico, e a imediata identificação com o autor por parte do seu público devem muito ao realismo que subsiste na sua escrita e numa certa atitude de desassombro que é transversal a quase todos estes nomes. O facto de muitos partilharem a música com uma actividade profissional ou universitária confere aos seus trabalhos um carácter mundano e um realismo que se encontra latente em pequenas composições de pouco mais de três minutos.



Este é o caso de Alex Church, que acaba de editar Leaves in the river, o seu primeiro trabalho a solo após um período passado no colectivo Irving, projecto oriundo de LA do qual, ao longo do último ano, já emergiram dois nomes: Alex Church enquanto Sea Wolf e Shana Levy sob a assinatura Let's Go Sailing. Após as expectativas criadas com a edição do EP Get to the river before it runs too low, há muito que em vários blogs eram deixadas algumas pistas do que poderia incorporar este primeiro longa duração de Sea Wolf. O resultado traz-nos faixas como Middle distance runner, composição cuidada em que a interpretação de Alex nos remete para o imaginário de Sea change, ou Black leaf falls na qual o despojamento próprio da folk descobre a escrita de Alex Church. Esta aparece como uma marca singular do seu trabalho, não só por lhe imprimir um registo de storytelling, como também por conter um tom dramático e negro pontuado por arranjos de cordas, convocando o legado de Automatic for the people.



E é ainda desta mesma California que destacamos mais um projecto. Chamam-se Davyd Nereo e Ayla Nereo e apresentam-se como Beatbeat Whisper. Oriundos de Oakland, percorrem os caminhos do bluegrass e da indie folk, tendo ao longo do último ano gravado um conjunto de faixas num estúdio improvisado em sua casa. O álbum, edição de autor, chegou em já em 2007, podendo ser adquirido através do seu site ou myspace. Ao longo destes meses os Beatbeat Whisper têm assistido ao crescimento da sua base de fãs, potenciada por críticas favoráveis que podemos encontrar em inúmeros blogs e revistas da especialidade. As suas melodias chegam-nos frágeis através da voz de Ayla, entrelaçada numa teia de acordes, xilofones e banjos, em que cada verso parece-nos marcado por uma pastoral e doce melancolia...

Autoria de Pedro Sousa e Carla Lopes

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Delta Charlie Delta

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Torna-se um pouco redutor pensar em Les chansons d'amour como apenas mais um filme. Para além dele persistem as composições de Alex Beaupain. E um actor maior chamado Louis Garrel.






Pedro

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Metro : sexta.26.outubro.2007

Phosphorescent: Pride

"A Picture of Our Torn Up Praise"
(download mp3)
"Wolves"
(download mp3)


mp3 do álbum Aw Come Aw Wry (2005)
"I Am a Full Grown Man (I Will Lay In the Grass All Day)"
"Joe Tex, These Taming Blues"

críticas
Dead Oceans (editora)
Pitchfork

Stereogum

Radiohead: In Rainbows
"Reckone
r"
"Videotape"


críticas
dos fãs
do site Pitchfork
do site Stereogum

a teoria dos zeros e uns à volta do último álbum dos Radiohead




Ell
iott Smith: New Moon
"Miss Misery (early version)"






vídeo: "Miss Misery" (Good Will Hunting Soundtrack, 1997)

outros vídeos

a mítica actuação nos Oscars
"Miss Misery" versão acústica na MTV

notícias
Elliott Smith no novo filme de Gus Van Sant: Paranoid Park (site oficial)
Elliott Smith nos livros:
"The Anti-Matter Anthology: a 1990's Post-Punk & Hardcore Reader"
"Elliott Smith", pela fotógrafa Autumn de Wilde, prefácio por Beck Hansen e Chris Walla
















Elliott Smith
6 Agosto 1969 - 21 Outubro 2003

XO

[photo by Autumn de Wilde]

realização e locução alargada por Inês Patrão e Pedro Arinto

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Gloria Esperanza Montoya

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Quando, ao longo de um álbum, as suas faixas nos surgem dispersas e estanques, desprovidas de um fio condutor que as entrelace, esse trabalho poderá nos surgir como menor. É certo que a fórmula não garante uma prevalência de uns sobre os outros, mas qualquer álbum conceptual envolve uma componente muito apelativa: a sua lírica. Aqui, o autor ganha uma dimensão de narrador, rascunhando um roteiro que teima em cumprir ao longo de uma dúzia de faixas, partindo de conceitos tão inusitados como cores (Whirlwind Heat Do rabbits wonder?), signos (Sufjan Stevens The year of), as 24 horas de um dia (The Divine Comedy Promenade) ou mesmo um próprio fio ou marca que percorre todas as composições (Camille Le fil). A definição de limites prévios por parte do autor assemelha-se bastante ao escritor que escreve uma short story, tendo de guiar as suas personagens através de um percurso demarcado na sua extensão, condensando a narrativa em cada momento.



Mas uma maior dimensão ganha um álbum conceptual quando a narrativa que o alimenta é actual e verdadeira. Este é o caso de Glory Hope Mountain, o segundo exercício dos The Acorn, projecto oriundo de Ottawa, Ontario, através do qual Rolf Klausener narra a epopeia da sua mãe Gloria Esperanza Montoya, desde os tempos quando ainda jovem era forçada a trabalhar nos campos das Honduras, até à sua fuga para o Canadá, e à forma heróica como resistiu até encontrar a estabilidade.

Ao longo de doze faixas seguimos um relato de alguém que procurou sobreviver, focando cada uma das letras uma das questões mais prementes e actuais deste milénio: os fluxos migratórios e a incapacidade de, por vezes, os países de acolhimento lhes darem uma resposta.



Esta viagem é pontuada pelas influências do próprio Rolf Klausener, pelo que encontramos uma forte influência da música tradicional hondurenha e incursões por sonoridades africanas, designadamente do Mali, país no qual Rolf passou algum tempo da sua vida. Porém não se trata de um registo de world music cantado em inglês, mas sim um trabalho onde se sobrepõem hemisférios, e no qual a sedentária fórmula da indie pop/folk norte americana é enriquecida pelo passado do seu autor.

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Metro este remetido ao continente americano, passando novamente por Austin, desta vez destacando o projecto Peter & The Wolf. O seu mais recente trabalho, The Ivori Palms, demonstra mais uma vez a efervescência criativa daquela cidade no panorama actual da indie folk. De lá têm saído alguns dos mais aliciantes trabalhos destes últimos anos, fenómeno que de resto já teve um particular tratamento em passadas edições do Metro. Desta vez Red Hunter rodeia-se de alguns nomes que partilham consigo o mesmo imaginário, como Dana Falconberry e Bill Baird, compondo um trabalho nocturno, descritivo e muito intimista, pontuado por composições de uma beleza latente. Trata-se acima de tudo da confirmação deste rapaz como um dos nomes a ter em conta no território da indie folk.



The Acorn Glory hope mountain (Paper Bag Records; 2007)

01. flood pt. 1
02. crooked legs
03. low gravity
04. even while you're sleeping
05. oh Napoleaon

Peter & The Wolf The ivori palms (S/r; 2007)

01. scarlet & grey
02. the bike of Jonas
03. ghost sandals
04. the beggar's waltz

Metro realizado por Pedro Sousa e Carla Lopes


domingo, 14 de outubro de 2007

Athens, October 1992

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Every streetlight reveals the picture in reverse. Still, it's so much clearer.

I'm not sure all these people understand...



Pedro.

sábado, 13 de outubro de 2007

Radiohead over a nice cup of tea















O site Pitchfork oferece um guia para In Rainbows, que não é mais do que a história de cada um dos temas do novo álbum dos Radiohead ao longo dos anos e da internet. Inclui uma selecção de vídeos do YouTube dos temas tocados ao vivo (à excepção de Faust Arp).

Agora é fazer umas chávenas de chá, juntar uns amigos (daqueles que se importam com a música que ouvem) e ouvir o disco de uma ponta à outra.

Leia-se a mensagem de Thom Yorke no dia do lançamento do álbum:

hard hats on..

hope you are enjoying listening to the download of In Rainbows.
its a relief to us all that finally its out there.
its been a mad couple of weeks.. as i'm sure you can imagine...

"I love pop music to death..... Most great composers rely on folk music. I rely on pop music.
I'm not saying I'm a great composer or that pop music is folk music. There's a whole endless thing going on out there.
You make your little pond but if your pond isn't connected to the river, which isn't connected to an ocean,
it's just going to dry up. It's just a little piss pool. I've lived too long to be happy in a pond."

I found this in WIRE magazine over a pint in the pub last night.. its Robert Wyatt
Thom

click click:
Pitchfork's Guide to Radiohead's In Rainbows
In Rainbows (site oficial)
Radiohead: Dead Air Space


"when im at the pearly gates thisll be on my videotape when Mephistopholis is just beneath and he's reaching up to grab me this is one for the good days and i have it all here in red blue green you are my centre when i spin away out of control on videotape."

inês patrão

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Metro : terça.9.outubro.2007


Beirut: The Flying Club Cup
"Nantes"

"Cliquot"
"The Flying Club Cup"



Vale bem a pena visitar o site oficial do álbum (aqui), para descobrir os vídeos de cada um dos temas do disco tocado ao vivo em locais improváveis de Brooklyn, parceria com os senhores criativos da Blogothèque. Isto não é um concerto qualquer, isto é um "take away show". E este não é um disco qualquer. Depois não digam que não avisámos.



Sunset
Rubdown: Random Spirit Lover
"For the
Pier (and Dead Shimmering)"
"Child-H
eart Losers"
"Stallion"





Vídeo: "For the Pier (and Dead Shimmering)"

Download mp3:
"Winged/Wicked Things"
"Up on Your Leopard, Upon Your Feral Days"

Link: Jagjaguwar (editora)

Entusiasmo e escolha de temas por Pedro Arinto e Inês Patrão

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Wednesday trivialities

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Se um bater de asas na China provoca um sismo do outro lado do globo, do mesmo modo, 250 000 bolas coloridas, ao descerem uma rua de San Francisco, catapultam um até aí desconhecido singer songwriter sueco. É um facto que o percurso de Jose Gonzalez encontra-se intimamente ligado a uma campanha publicitária, e que tal como alguns dos seus pares, poderia ver esse mesmo percurso comprometido e demarcado por aquela cedência, ou não radicasse tais estratégias na repetição exaustiva de um jingle, levada em certos casos a patamares de saturação, e arrastando consigo algumas faixas de qualidade indiscutida. Desde os The Dandy Warhols a Peter, Bjorn & John são vários os exemplos do avanço das grandes marcas sobre o território indie, até há bem poucos anos avesso a integrar as fileiras de uma qualquer operação publicitária ou série televisiva de culto momentâneo.



Daí que se tenha gerado alguma desconfiança em torno deste autor, que em 2005, face ao volume da campanha referida, re-editou o seu primeiro álbum Veneer nos EUA e na Europa, trabalho este, até à altura, distribuido apenas na Escandinávia. As dúvidas recaíam essencialmente na natureza desta procura, que recolocava agora a faixa Heartbeats na playlist de qualquer rádio, fosse etiquetada ou não como mainstream. Deste modo, encontra-se este In our nature marcado não só pelo sempre presente estigma do segundo álbum, como também pela tarefa de devolver Jose Gonzalez ao seu próprio universo.

Em In our nature Jose Gonzalez resiste à tentação de ornamentar as suas construções, marcadas pelo despojamento instrumental e por uma complexa teia de acordes que vai tecendo na sua guitarra. As soluções que encontra são simples, no que diz respeito aos recursos utilizados, porém, encerram uma falsa simplicidade na estrutura de cada faixa. Cycling trivialities, na minha opinião, o ponto mais alto deste álbum, é o perfeito exemplo dessa técnica, numa constante sobreposição de acordes ao longo de oito longos minutos.



Mas In our nature também surge-nos diferente na escrita de Jose Gonzalez; uma escrita consciente e, por vezes, política. Expressão artística de um autor atento ao mundo que o rodeia, e que já não encontra qualquer satisfação num registo meramente imagético. A sua lírica é agora marcada pela denúncia e por alguma inquietação, latente em faixas como Abram ou How low. Não é estranha pois a presença de Teardrop no alinhamento deste álbum, se nos recordarmos que os Massive Attack estão bem longe de ser um projecto politicamente descomprometido.



Já o colectivo We All Have Hooks For Hands não parece talhado para qualquer campanha publicitária. Oriundos de Sioux Falls, South Dakota, apresentam-nos o album The pretender, exercício de indie pop muito próximo daquilo que os Clap Your Hands Say Yeah! conseguiram ao longo de dois trabalhos. Porém as comparações se resumem ao projecto de Alec Ounsworth e companhia, e talvez a mais certeira seja a referência aos Oh No! Oh My!, projecto que também passou aqui pelo Metro, e que assimila uma indie pop celebratória e bastante espontânea, na qual os coros (por vezes nada coordenados) e a imensa quantidade de sintetizadores utilizada são marcas distintivas. Algo que encontramos neste The pretender, um álbum muito fácil de se escutar, de um aparente caos algo desarmante.

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Segunda presença proveniente da Hardly Art Records, editora que alberga também o projecto Arthur & Yu, e que se constituiu como um ramo da Sub Pop Records, os Le Loup são a mais recente descoberta da imprensa indie norte americana. Não vamos aqui discutir se esse é um bom ou mau sinal. Prefiro realçar a qualidade deste seu primeiro trabalho, The throne of the third heaven of nations millenium general assembly, tão intimidatório como o título que ostenta. Tendo sido projectado pelo seu autor, Sam Simkoff, como uma epopeia, a componente literária encontra-se expressa em referências à obra de Dante, assim como à própria estrutura do álbum ao incluir pequenos trechos instrumentais, que separam algumas das faixas, como encontramos também em Illinois de Sufjan Stevens.



Aliás, ele é talvez o fantasma deste album dos Le loup, tal é a sua omnipresença etérea ao longo das suas doze faixas, seja na estrutura do mesmo ou nos intrumentos utilizados que incluem o predilecto banjo, mandolins, assim como os habituais coros que ao longo de Illinois convocam elementos do teatro clássico grego.



Os recursos destes Le Loup são vários, porém, gravitam em torno do trabalho de Sam Simkoff, verdadeiro responsável pelo aparecimento do colectivo de Washington, ao qual foram chegando, ao longo de um ano, os restantes membros integrantes, recrutados em várias áreas artísticas não necessariamente ligadas à música. O mesmo Sam Simkoff, após ter gravado demos de algumas das faixas deste álbum ainda no seu iBook, criou um myspace, o que possibilitou aos Le Loup o ganho gradual de algum culto naquela cidade, distando desde essa altura um pequeno passo para a celebração de um contrato com a Hardy Art Records. Os Le Loup são hoje o perfeito exemplo de uma nova forma de se fazer música, que deve muito às novas tecnologias, não na sua execução, mas sim na sua promoção.



Por fim, destaque para Caribou, aka. Daniel Snaith, projecto no qual a indie pop se cruza com a electrónica, em mais uma viagem pela década de 60, tantas vezes revisitada por projectos como os Super Furry Animals ou os High Llamas, que partilham com Daniel Snaith essa atracção por nomes como Brian Wilson, The Free Design ou The Zombies. Em Andorra, Daniel consegue essa aproximação mais do que em qualquer um dos seus anteriores trabalhos, ao utilizar instrumentos que poderiam ter estado guardados na dispensa de Pet Sounds, e ao conjugar melodiosas vocalizações com a harmonização característica deste tipo de sonoridade. Já descreveram este trabalho de Caribou como música caleidoscópica ou zig zag pelo passado, etiquetas essas que devem agradar bastante ao senhor Daniel Snaith, um professor universitário de matemática que parece ter resolvido algumas das equações deixadas para trás por Brian Wilson.


Metro de 26 de Setembro de 2007

Jose Gonzalez In our nature (Mute; 2007)
01. how low
02. cycling trivialities
03. Abram
04. teardrop
05. the nest

We All Have Hooks For Hands The pretender (Afternoon records; 2007)
01. jumpin' Jean-Luc
02. Elvis' mf Christ
03. the man trying to outfox us all


Metro de 3 de Outubro de 2007

Le Loup The throne of the third heaven of nations millenium general assembly (Hardly Art; 2007)
01. canto I
02. to the stars! To the night!
03. we are gods! We are wolves!
04. i had a dream. I died.
05. howl

Caribou Andorra (Merge; 2007)
01. melody day
02. she's the one
03. Irene


Autoria de Carla Lopes e Pedro Sousa



Radiohead: o sétimo disco é oferta

É quase senso comum considerá-los "a melhor banda do mundo" (não, não vamos aqui ser imparciais). Quanto mais não seja porque podem dar-se ao luxo de fazer, literalmente, o que quiserem. Não bastava terem mudado o mundo da música em 1997 com o lançamento de "OK Computer" (tamanha adulação quase separou a banda, veja-se o documentário "Meeting People Is Easy"), decidem agora lançar o sétimo disco de originais em não menos que três formatos, um deles com contornos inéditos.

In Rainbows vai ser lançado a 10 de Outubro (não tinham eles já dito que o disco não veria a luz do dia antes de 2008?!) em formato digital, disponível apenas através do site oficial do álbum... pelo preço que cada um quiser oferecer. O download está sujeito a uma taxa de transacção e o resto fica, literalmente, à vontade do freguês. Eu cá não tenho dinheiro para pagar o valor que os álbuns dos Radiohead valem, por isso vou pôr de parte 40 libras para comprar a edição "com caixa".

A versão discbox começa a ser enviada pelo correio (a quem a encomendar no site) a partir de 3 de Dezembro. Não bastasse o lançamento de um novo disco dos Radiohead ser motivo para saltar em cima da cama como se tivéssemos 13 anos outra vez, a caixa inclui o álbum em cd e vinyl (!), um segundo cd com mais 8 faixas inéditas, fotografias e artwork, um livro com mais artwork e as letras das músicas e ainda o acesso gratuito (sem taxa, portanto) à versão digital.

O terceiro lançamento, consta que será algures em 2008, no bom e velho formato cd, sendo que a banda ainda procura uma editora para o fazer.

A história do novo álbum aqui.
As reacções ao novo álbum na imprensa aqui.
O site da banda aqui.
A loja oficial da banda aqui.
O site do novo álbum aqui.

Os formatos digital e discbox estão disponíveis para pré-encomenda.
Now start saving your 40 pounds, people!


inês patrão

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Metro : terça.2.outubro.2007



Sunset Rubdown: Random Spirit Lover
"Winged Wicked Things"
(download mp3)






Múm: Go Go Smear The Poison Ivy

"Bles
sed Brambles"
"School Song M
isfortune"
"Winter (What We Never Where After All)"





Múm: "They Made Frogs Smoke Til They Exploded" (single)



Jim
White: Transnormal Skiperoo
"A Town Called Amen"
"Jailbir
d"
"Diamonds to Coal"



por Pedro Arinto e Inês Patrão

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Metro : terça.25.setembro.2007



PJ Harvey: White Chalk
"Silence"






Beirut: The Flying Club Cup
"A Sunday Smile"
(download mp3)





Little Wings: Soft Pow'r
"Scuby"
"Saturday"
"Beep About"




Spokane: Little Hours

"Minor Careers"

"If There is Hope, it Lies in the Proles"





Scout Niblett: This Fool Can Die Now
"Dinosaur Egg"





apanha e selecção de temas por: Inês Patrão e Pedro Arinto

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

sexta-feira, 21 de setembro

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foi isto, mais coisa menos coisa, desta feita com a sempre agradável presença de joão "terence hill" terêncio, que se promete assídua a partir de agora.

beijinhos para vós.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Du trash Biolay

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O percurso de Benjamin Biolay tem sido marcado por uma difícil relação com a imprensa francesa e com os seus pares. Quando em 2001 surgiu, desde logo um horizonte auspicioso lhe foi traçado, por aqueles com quem tinha trabalhado na altura, e pelos que nele adivinhavam um novo Gainsbourg. Co-responsável pelo ressurgimento de Henri Salvador, compôs também vários temas para a sua companheira à altura, Keren Ann Ziedel (temas esses a serem encontrados em La biographie de Luka Phillipsen).

À conta do seu primeiro trabalho, Rose Kennedy, a chanson française, adormecida numa estética perdida nos anos 60, reencontrava finalmente um seu intérprete. A poesia latente em cada um dos seus temas remetia-nos para as décadas douradas da Côte d'Azur. Ao longo de todo o álbum, a sua voz intimista era interrompida por diálogos, feitos de samples cinematográficos, assim como de recursos jazzísticos, aos quais não seria estranho o passado adolescente de Biolay. Tratava-se de um álbum elegante e revivalista, dominado por um tímido rapaz de Lyon.



Com Négatif, Biolay viu o seu estatuto ser elevado de tal forma que qualquer comparação era agora colocada em perspectiva, não face aos seus pares, mas sim face às referências do passado. Através de um duplo álbum irrepreensível, apontava agora para o folk norte-americano, sem perder de vista uma simplicidade pop desarmante e a lúdica exploração de samples e de outros recursos electrónicos.



Ao longo das semanas em que trabalhou no seu duplo-álbum, compôs ainda para Juliette Gréco e Françoise Hardy. Assinou a banda sonora do filme Clara et moi, antecâmara de Négatif. Editou Home, gravado no estúdio de sua casa com a sua mais recente companheira, a actriz Chiara Mastroianni. Todos estes trabalhos foram recebidos com enorme entusiasmo, particularmente este último pela surpreendente participação da actriz.

Porém, a sua relação com a imprensa rapidamente ultrapassou este estado de graça, muito devido à personalidade forte de Biolay, pela sua frontalidade e avidez em disparar sobre quem menos lhe agradava, sobre os seus pares e todos aqueles que procuravam saber mais sobre a sua relação do que do seu trabalho.

Regressado em 2005 com o álbum À l'origine, demonstrou este sofrer de um claro momento de desinspiração. Trata-se de um trabalho caótico e de exageros. Mais pop que qualquer outro de Biolay. Excessivamente orquestrado. Perdido.



Tendo vendido apenas 50000 exemplares, eis o perfeito alibi para que a imprensa que o aclamou outrora, pudesse agora apontar-lhe a sua mira. Biolay, ele mesmo perdido numa ruptura pública com Chiara, deixou Paris, rumando até à cidade de Woodstock, NYC.

Ei-lo de volta com Trash yé yé. A recuperação do tempo perdido. Um longa duração onde reencontramos o Biolay promissor dos dois primeiros álbuns. Um trabalho transgressivo, como as suas letras, marcado pelo folk norte americano e despojado de quaisquer artifícios. O próprio Biolay assume toda a instrumentalizaão, e mais uma vez, a co-produção do mesmo.



A mesma imprensa que o exilou, não se coibe de, novamente, proclamar o seu inspirado regresso, encontrando em Biolay o seu parceiro para esta estranha dança, quando este não se coíbe também de, nas entrevistas que promovem este Trash yé yé, recorrer a um rol de termos menos agradáveis com que brinda jornalistas ou músicos como Bénabar e Zazie...

C'est du trash... yé yé!



Metro realizado por Pedro Sousa e Carla Lopes

Polly Jean sob o efeito do éter



PJ Harvey
"When Under Ether" (live @ Copenhagen Opera)

"The ceiling is moving
Moving in time
Like a conveyor belt
Above my eyes

When under ether
The mind comes alive
But conscious of nothing
But the will to survive

I lay on the bed
Waist down undressed
Look up at the ceiling
Feeling happiness
Human kindness

The woman beside me
Is holding my hand
I point at the ceiling
She smiles so kind

Something's inside me
Unborn and unblessed
Disappears in the ether
One world to the next
Human kindness
"

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Metro : terça.18.setembro.2007



Akron/Family: Love Is Simple
"Love, Love, Love (Everyone)"
"There's So Many Colors"





Marla Hansen: We
dding Day (EP)
"A Friend
Indeed"
"Wedding Day"





PJ Harvey: White Chalk
"When Und
er Ether"
"White Chalk"
"The Mountain"


por Inês Patrão e Pedro Arinto